Rachaduras nas paredes, parede do segundo piso grampeada e parafusada, sendo que o parafuso já cedeu. Instalação elétrica precária e com defeitos graves onde alunos acionam o ventilador e eles entram em curto, educadores levando choques em painel de interruptores posicionado em corredor de acesso dos alunos. E há ainda luminárias e lâmpadas de salas de aula temperamentais, que acendem quando querem, deixando professores e alunos as escuras, como testemunhou a professora Leda Sealender no programa A Voz da Península, da Rádio Mostardas, apresentado por Marcelo Severo.
Esta é a situação da Escola Estadual de Ensino Fundamental Onze de Abril, no município de Mostardas. O mais difícil é saber que o Estado já está informado disto tudo, inclusive arquitetos já estiveram vistoriando a escola. Mas isso depois de ter sido proposta, pelo diretor da escola, professor Cau, como é conhecido Claudiomar de Souza Amaral a realização de uma ação contra o Estado através do Ministério Público. Isso fez aparecer estes técnicos para observarem a escola, e eles próprios admitiram a possibilidade de, com o vento certo, na direção certa, a parede grampeada do segundo piso não suportar, destaca o diretor. O problema é que esta visita não surtiu efeito prático nenhum até agora. Estaremos nós esperando o momento da tragédia, como a que ocorreu em escola de São Pedro do Butiá, no noroeste do Estado, que deixou um aluno de 8 anos morto por causa de uma goleira solta?
Parede grampeada .
Parafuso que segura a parede frouxo.
A sala de informática, com computadores novos e instalados espera a oportunidade de funcionar, já que a rede elétrica não suporta a carga dos equipamentos. Soma-se aí o climatizador de ar encaixotado e existe então aproximadamente o valor de um carro zero parado em uma sala fechada.
Diretor Kao na sala dos computadores parados.
Segundo informações do diretor, as solicitações da escola com relação a funcionários, outra deficiência da instituição, estão sendo sanadas pelo Estado, mas, quando, na prática, essas pessoas estarão à disposição para o serviço, nem mesmo ele sabe.
Um dos entraves “buRRocráticos” para, entre outras coisas, esta instituição de ensino não receber investimentos é a falta de regularização do seu terreno, agora exigida para que recursos possam ser aportados nela. Situação que a décadas está pendente e que agora os professores estão dispostos a buscar solução conforme demonstraram em sua reunião no dia estadual de paralisação do magistério.
Professores reunidos em frente a escola.
Rachaduras nas vigas.
Marcelo Severo: hoje estou conhecendo o teu blog e ele é bem-vindo.
ResponderExcluirOs problemas estruturais da Escola 11 de Abril são antigos e nunca foram solucionados em sua totalidade.
Fazem umas reformas aqui, outras ali, mas são "meias-solas" que sanam os problemas por algum tempo, depois aparecerão outros e mais outros.
Com terreno irregular ou não, o Sr. Estado não pode ficar em confortáveis gabinetes discutindo o que veio primeiro - a galinha ou o ovo -, enquanto existem paredes presas com grampos, ferros à flor da pele, choques elétricos entre outros defeitos dos prédios.
O que o Sr. Estado está esperando, decerto, é que aconteça a "catástrofe anunciada", então aplaudo a posição tanto do Diretor, Professor Kao, como do corpo docente. Está faltando é conclamar toda a comunidade escolar que depende da escola para se unir à direção, aos professores e aos funcionários.